Escoliose, minha filha tem? Como não vi isso antes

O que é isso? Tem que usar colete? 

Essas são as frases e os questionamentos que mais recebemos de pais desolados entre a angústia de uma notícia bombástica, a falta de informação por parte dos médicos e o sentimento de culpa.

Primeiramente queremos que saibam mães e pais que vocês não têm culpa nenhuma nessa história.

A escoliose é uma patologia que se instala de forma sorrateira , na maioria das vezes não provoca dor, tem evolução rápida, daí que na grande maioria das vezes não é detectada no seu início.

Essa detecção precoce só é possível em lugares com programas de triagem escolar. Afinal é nas escolas que encontraremos sempre grande numero de crianças e é possível, através de treinamento fazer um exame simples, rápido e eficiente para detectar a escoliose no seu início. Esse simples ato pode determinar toda diferença no futuro dessa criança e/ou adolescente.

Aliado a isso, o Brasil é um país que está atrasadíssimo no que diz respeito a tratamento conservador (não cirúrgico) da escoliose. Não há política pública de saúde para a detecção e seu tratamento conservador. E não é porque não há casos ou poucos casos. Segundo a OMS – Organização Mundial de Saúde –  2 a 4% da população mundial tem escoliose; se fizermos um cálculo pela média levando em consideração a população brasileira que está acima de 180 milhões, temos no Brasil atualmente mais de 5 milhões de pessoas com escoliose. E mesmo que dessa percentagem, apenas uma parte evolua para a cirurgia, com o nosso território continental e a nossa população podemos esperar muitos, muitos casos para tratar.

E a melhor forma de tratar é através da prevenção, da triagem escolar, que o Projeto Escoliose, de forma pioneira vai em breve lançar inicialmente no Rio de Janeiro e depois por todo Brasil.

A Triagem Escolar acompanhada de palestras e encontros irá desmistificar a escoliose que, principalmente por ser desconhecida, é temida, mal entendida e consequentemente mal tratada.

Através desse trabalho de conscientização nas escolas podemos criar um ambiente propício que facilitará a aceitação do colete, quando for o caso,  por parte dos adolescentes, pois eles terão nos colegas, aliados nessa batalha. Eles serão seus suportes, seu apoio, tornando o tratamento mais fácil e a vida mais leve.

Antes disso é necessário ouvir mais de vocês.

É muito importante que participem do nosso blog, do nosso forum,  deixando suas mensagens, suas perguntas; falando sobre suas experiências e tendo a oportunidade de trocá-las com outros pais e mães.

A realidade hoje no Brasil mostra excelentes cirurgiões,  muito esmerados e desenvolvidos nas técnicas cirúrgicas mas com pouco ou nenhum  conhecimento de tratamento conservador, o que é até compreensível pois dedicaram muito do seu tempo para estudar,treinar e se capacitar para uma cirurgia tão complexa e delicada. Como poderiam eles dedicar tempo para estudar e aplicar as técnicas de tratamento conservador?

Escoliose, minha filha tem? Como não vi isso antes

O que gera mais ansiedade e insegurança nos pais é quando os médicos afirmam que não há alternativa se não esperar por uma provável cirurgia ou indicam o colete sem o complemento de exercícios fisioterapêuticos especializados, não permitindo assim que haja escolha para o melhor tratamento de seu filho.

Há comprovação de que quando existe uma equipe diga-se médico, fisioterapeuta especializado e ortesista, entre outros, não surgem tantas dúvidas, nem angústias quanto à percepção do melhor tratamento a ser seguido.

Vamos juntos falar sobre escoliose,  educar e informar, pois essas são as maiores armas no enfrentamento a ela.

Escoliose, minha filha tem? Como não vi isso antes
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