Escolioses congênitas representam um pequeno subgrupo de escoliose, devido a um defeito na formação das vértebras ainda no útero materno. Os defeitos de formação podem variar: às vezes, em algum nível da coluna é a metade de uma vértebra, com a cunha (hemi-vértebra – metade da vértebra), outras vezes você pode encontrar mais vértebras fundidas que formam um único osso, em outros casos, pode haver um estado misto. Também os níveis podem variar, com a deformidade localizada em um ou mais pontos da coluna. A evolução da escoliose congênita é bastante variável: a presença de hemi-vértebra é normalmente associada a um maior risco de progressão do que os outros tipos, mas depende muito do equilíbrio total da coluna. Se a coluna tem um equilíbrio o risco de progressão é menor. Além disso, muitas vezes as vértebras afetadas da coluna não são as únicas afetadas pelas malformações congênitas, mas as seções adjacentes.

Do ponto de vista do tratamento, as opções para a escoliose congênita são em alguns aspectos semelhantes aos da escoliose idiopática, exceto talvez para os exercícios fisioterapeuticos específicos, que por si só têm um benefício limitado, enquanto eles são um complemento indispensável ao tratamento com o colete ortopédico. Este último, através da alteração das forças de crescimento, reduz a progressão de deformidades escolióticas que conduz a um melhor crescimento da parte menos desenvolvida (se estiver presente) e um menor, nas que já desenvolveram. Também observou-se, por vezes, correções de vértebras adjacentes com compensação de deformação óssea inicialmente normal.  Além disso pode fornecer um bom equilíbrio às seções adjacentes, permitindo chegar ao fim do crescimento com uma coluna em equilíbrio, evitando assim o desenvolvimento de compensações perigosas. A cirurgia para escoliose congênita é aplicada a tempos muito precocemente, em caso de presença de hemivértebra, e baseia-se na remoção do mesmo para impedir ou limitar a progressão, sendo entendido que nos casos graves recorre-se ainda à artrodese, ou seja, bloqueiam-se todas as vértebras do bloco envolvido com materiais metálicos. O objetivo da remoção da única vértebra em cunha é permitir que a coluna seja capaz de crescer na posição vertical, sem a necessidade de outros tratamentos (que são os coletes ortopédicos) ou outra intervenção, mas os resultados a longo prazo ainda necessitam justificar a exatidão desta teoria. Esta cirurgia é teorizada principalmente em crianças menores, nos dois primeiros anos de vida, quando ainda não desenvolveram a compensação em vértebras vizinhas.

Você pode encontrar  o original deste artigo no  site do Dr. Zaina e comentar sobre ele, fazendo perguntas aos especialistas do ISICO.

Tradução sob permissão e autorização expressa do Dr. Fabio Zaina.

 

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Escoliose congênita: Tratá-la como a idiopática?
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